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Boletim Eletrônico - N° 1415 - #3
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Zoonoses tira 99 cães de casa 

Pensionista que abrigava animais desde que ficou viúva passou mal e foi internada



Há nove anos, a pensionista Solange Machado de Oliveira, hoje com 57, perdeu o marido, um policial militar, e entrou em depressão. Na tentativa de superar a dor da solidão, ela buscou forças em sua paixão pelos bichos e passou a recolher animais de rua, tratar deles e os abrigar na casa em que vivia, no bairro Santa Maria, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. No entanto, na manhã desta quarta-feira (4), fiscais do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da cidade estiveram no local e recolheram os 99 cães abrigados por ela, em cumprimento a um mandado judicial.

O CCZ explicou que em 2009, devido ao barulho e ao mau cheiro no imóvel, um vizinho entrou com ação no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) solicitando a retirada dos animais. Em setembro de 2011, o Ministério Público também pediu a retirada dos animais, alegando danos ambientais. A própria Zoonoses informou que protelava a medida, na expectativa que Solange conseguisse um local adequado para os animais. Mas o recolhimento precisou ser feito nesta quarta, após a ação do MPMG ser julgada procedente, conforme publicado na última segunda-feira.

Durante o cumprimento da ordem judicial, Solange desmaiou, foi levada para a casa de uma vizinha e precisou ser socorrida para o Hospital Militar. Bastante abalada, ela preferiu não falar a  O TEMPO.

“Minha mãe passou mal e tivemos que chamar a ambulância. Ela sempre gostou de bichos, mas após a morte do meu pai ela se agarrou à causa. Começou pegando um ou outro, e com o tempo as pessoas começaram trazer os bichos para a casa dela. Ultimamente, era muito comum pessoas abandonarem sacolas com filhotes ou amarrarem animais machucados na grade da casa. Ela não resistia e colocava os bichos para dentro”, contou a filha única dela, de 29 anos, que solicitou anonimato

Mesmo a casa tendo dois andares e extensa área externa, foi preciso retirar os móveis do imóvel e abrigar os cachorros também dentro dos cômodos. Solange passou a ficar, durante o dia, onde mora a filha. Diariamente, por duas vezes, ela ia à antiga casa para alimentar e limpar a sujeira dos cães. Durante a noite, para evitar que os animais fizessem barulho excessivo, Solange levava um colchonete para o local e dormia em meio a eles.

internação. Até a tarde de ontem, Solange continuava internada. Segundo a filha, a pensionista teve a pressão arterial alterada, mas já se acalmou e garantiu que não vai desistir. “Ela quer arranjar um lugar para pegar todos os cachorros de volta”.


Legislação

Limite. Ainda segundo a Zoonoses, o código sanitário permite a posse de até cinco animais em áreas urbanas. É autorizada quantidade maior apenas quando são filhotes, de até 90 dias.


Destino

Exames. Segundo o Centro de Controle de Zoonoses de Contagem, os veterinários participaram de mutirão para colher o sangue de todos os cães. Após isso, os animais diagnosticados com leishmaniose serão sacrificados. Os demais cachorros serão vacinados.

Cronograma. A dona dos animais tem prazo de três dias para arranjar um local adequado para abrigá-los. Caso não consiga, os cães serão disponibilizados para adoção no Centro de Controle de Zoonoses de Contagem.

Local. O centro fica na avenida João César de Oliveira, 4.665, bairro Cinco. Informações: (31) 3351-3722.


Fonte: O Tempo - Publicado neste site em 15/12/2013

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