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Boletim Eletrônico - N° 1468 - #3
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Cachorros tem sentimentos comparados aos de crianças, afirma pesquisa

Pesquisa publicada no jornal americano The New York Times, pelo professor da Emory University, Doutor Gregory Berns, aponta que nível de emoção sentido por um cão é comparável ao de uma criança.

cachorro

Gregory Berns, professor de neuroeconomia da Emory University, nos Estados Unidos, fez uma pesquisa por dois anos com o intuito de entender o funcionamento do cérebro dos cães e descobrir o que eles pensam sobre as pessoas. Após vários testes e experimentos, ele concluiu que os cachorros usam a mesma parte do cérebro humano para sentir.


Para isso, o pesquisador usou uma máquina de ressonância magnética, capaz de analisar o cérebro humano. Os exames foram feitos com os animais completamente acordados, e não anestesiados, pois com o cachorro sedado a máquina de ressonância magnética não consegue ver as atividades cerebrais. Desta forma o exame permitiu mapear pela primeira vez as reações cerebrais dos cachorros a estímulos. Todos os cães que participaram foram voluntários e podiam desistir de participar da pesquisa quando quisessem.


Para que o teste pudesse ser feito com cão enclausurado e imóvel, Berns contou com a ajuda de Mark Spivak, um treinador de cães que o ajudou a ensinar Callie, a cachorra do pesquisador e a primeira voluntária, a ficar imóvel durante todo o procedimento da ressonância magnética.


Callie foi ensinada a entrar numa réplica do aparelho de ressonância magnética que o pesquisador construiu em casa. Ela não apenas aprendeu a ficar parada no local exato como teve que se adaptar aos protetores de ouvido para proteger sua audição do barulho que a máquina faz. Após alguns meses, dezenas de cachorros se tornaram voluntários na pesquisa.

Os mapas cerebrais gerados pela máquina comprovaram que os cães usam a mesma parte do cérebro humano para prever situações prazerosas: o núcleo caudado. Essa área, entre o tronco cerebral e o córtex, é rica em receptores de dopamina e costuma ficar mais ativa nos humanos diante de situações que envolvam comida, amor e dinheiro. Também foi essa a região estimulada nos cães quando simularam que receberia um petisco ou quando o dono reapareceu após ficar alguns minutos distante.
 
A médica veterinária, Jamile Haddad, da Conspet Veterinária, de Foz do Iguaçu, aponta também que, através do mapeamento cerebral, será possível abrir ainda mais o leque de emoções animais que já foram há muito tempo descritas na literatura, como por exemplo a compaixão, o altruísmo e até mesmo fenômenos perceptivos mais complexos, como a telepatia e a premonição, cujo exemplo mais notório é a do gatinho Oscar, que conseguiu prever a morte de 25 pacientes de uma enfermaria de um hospital para idosos nos EUA, percepção esta que muitas vezes escapa a compreensão atual da ciência e que requer maiores investigações no campo da neurociência. (Fonte: Folha de São Paulo/EFE).

Berns defende que a capacidade de experimentar emoções positivas, como o amor e o apego, significaria que os cães têm um nível de sensibilidade comparável a de uma criança humana. Além disso, essa capacidade mostra que se deve repensar a forma como tratamos os cães.


Fonte: CBN - Publicado neste site em 26/02/2014

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