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Boletim Eletrônico - N° 310 - #3
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Animal Manager, essencial para os negócio.
Um parasita excita-os, e perdem o medo

O rato foge do gato se valores mais altos não se levantam. É a conclusão de um estudo.

O que lhes vai pela cabeça
O que lhes vai pela cabeça

Normalmente, os ratos têm medo de gatos. Uma reação saudável, que lhes aumenta a esperança de vida.

Tal como as pessoas, no entanto, podem perder o medo se ficarem excitados. Há anos que os jornais estão cheios de notícias sobre asneiras (financeiras, sentimentais, políticas) com origem na excitação. Muitas vezes essas asneiras têm consequências trágicas de longo prazo.

Um neurocientista de Stanford, Robert Sapolsky, acaba de descobrir como se relacionam os dois processos - o da excitação e o do medo - no cérebro dos ratos.

Segundo o estudo publicado na revista científica PLoS, e baseado em testes feitos a 36 ratos, a resposta típica do medo - a chamada 'freezing response', que os faz tímidos, e portanto os conserva - pode ficar bloqueada se os ratos se encontraram sexualmente excitados nesse momento.

E eis outra afinidade com a espécie humana: muitas vezes a excitação tem origem em parasitas.

O negócio que gera negócio


No caso, o parasita não é a fêmea (ou o macho) da mesma espécie, mas um organismo unicelular com um nome estranho: toxoplasma gondii.

Esse organismo ativa a zona da amígdala associada à excitação sexual. Zona que, por sua vez, fica ao lado da que lida com o medo.

Ainda não se sabe exatamente como um processo afeta o outro. Pode ser sabotagem direta, ou através de uma inflamação que o parasita gera.

Certo é que, uma vez ativado o circuito neuronal da excitação, o do medo perde intensidade, tornando os ratos vulneráveis.

Para o parasita, é uma situação ideal. Pode-se mesmo dizer que é o proverbial 'negócio que gera negócio'.

O parasita só se reproduz sexualmente nos gatos. Por isso, além de parasitarem os ratos, quando estes são comidos pelos gatos o parasita fica em condições ideais para se perpetuar.

Note-se que outros medos que os ratos têm, por exemplo de espaços abertos, não são afetados pelo T. gondii.

Em contrapartida, nos seres humanos - também suscetíveis à infeção (a toxoplasmose pode ser um perigo durante a gravidez) - o parasita reduz os sentimentos de culpa e a cautela.


Fonte: Expresso - Publicado neste site em 07/09/2011

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