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Boletim Eletrônico - N° 1141 - #3
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Novo exame pode identificar calazar em apenas 20 minutos

Por Dulce Furtado

A doença que mais preocupa os donos de cães no Piauí já pode ser detectada em apenas 20 minutos. A leishmaniose visceral canina, conhecida apenas como calazar, está sendo identificada por meio de um novo teste, já realizada de forma gratuita pela Gerência de Zoonoses de Teresina.

Segundo João Pereira (foto abaixo), médico veterinário e coordenador do programa de leishmaniose visceral canina, raiva e outras zoonoses, o novo exame necessita apenas de uma pequena amostra de sangue do cão. Denominado apenas de Teste Rápido, o novo exame veio para substituir um antigo, conhecido como Elisa, e veio com a vantagem de ser feita na frente dos donos e ser mais rápida.


“Antes do Teste Rápido nós tínhamos dois testes, o Elisa, como triagem, e o Rifi, como confirmatório. Com a entrada deste novo teste, que veio para facilitar o diagnóstico, pois é realizado na frente do proprietário e é mais rápido, o Elisa passou a ser o confirmatório e ele passou a ser o teste de triagem”, explicou João Pereira.

Se o resultado do Teste Rápido constatar que o animal está infectado, é feito uma nova coleta do sangue do animal para a realização do teste confirmatório, que é feito em laboratório. A duração do segundo exame é em torno de sete dias.

“Se o teste de triagem der positivo a gente coleta o sangue do animal e manda para o laboratório para se fazer o teste de ELISA, que é o teste que vai confirmar se o cão tem ou não a Leishmaniose. Antes a duração deste processo era em torno de 15 dias, hoje é em torno de sete. Tivemos uma redução considerável”, afirmou.

De acordo com João Pereira, é a partir do resultado do segundo exame que o Centro de Zoonoses pode tomar as devidas providências. Sendo o diagnóstico positivo, o proprietário do animal é comunicado para que possa ser feita uma remoção do animal.


“Quando a gente confirmar que esse animal é positivo, a gente envia um laudo do laboratório para a residência do proprietário junto com um agente, que vai ser responsável pela remoção do cão. Ele vai pegar esse animal na residência e trazer para o centro de zoonoses onde esse animal vai ser eutanasiado”, explicou.

Ao ser questionado sobre um possível tratamento, o médico veterinário explicou que a eutanásia para estes cães doentes é uma determinação do Ministério da Saúde, que afirma não existir ainda um método eficaz para este mal.

“Nós cumprimos uma determinação do Ministério da Saúde, somos regidos por ele. Apesar de alguns profissionais fazerem o tratamento em cães, o Ministério não reconheceu nenhum tratamento que possa ser eficaz contra a leishmaniose, então é determinado que o cão seja eutanasiado. Existe inclusive portarias que proíbe o tratamento destes cães”, declarou.

Fonte: Portal AZ - Publicado neste site em 19/04/2013

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