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Boletim Eletrônico - N° 1355 - #3
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Animal Manager, essencial para os negócio.
Mercado pet está em alta nos municípios do Interior

Criadores de cães participam de concurso promovido por loja do setor e confirmam potencial dos pet shops

Quixadá. Apostando no crescimento do mercado pet no Interior do Ceará, principalmente no Sertão Central, empresários do setor começam a promover eventos na região. Neste fim de semana, no Dia dos Animais, uma loja especializada de Quixadá, a Casa do Campo, promoveu um concurso de cachorros. Foi o 2º Dia do Cão. A disputa voltou após cinco anos com o propósito de incentivar os criadores a cuidarem ainda melhor dos seus cães.

Loja Casa do Campo realizou concurso de cães que movimentou os criadores do Sertão Central. Beleza, criatividade e saúde foram avaliados fotos: Alex Pimentel

Na opinião de Sérgio Almeida, dono da loja, idealizador e realizador do concurso, os luxos com os animais não param. Banhos, cortes diferenciados dos pelos, perfumes e até escova de dente. 'Quem cria seus animais com carinho e encontra neles bons amigos, companheiros, sempre vai procurar agrada-los o máximo possível, da alimentação a um lugar aconchegante para dormir. Resta apenas mais empresários acreditarem na expansão dos negócios nesse setor. Com certeza os proprietários vão deixar de viajar para a Capital a procura dos mais variados produtos Pet Shop', explica.

A comerciante e universitária Jardna Maciel concorda com o empresário. Ela levou o Duke, seu cão de raça Golden Retriever. Com apenas seis meses, ele já conquistou o seu primeiro título de campeão, na categoria filhote, realizado recentemente em Fortaleza. Duke está sendo preparado para participar de outros concursos. Em breve, será realizado mais um Quixadá.

Porém, para tornar Duke um grande campeão, como os pais, a criadora diz que realiza alguns investimentos. Isto para aquisição do exemplar com pedigree, aulas de adestramento, custos com veterinário, ração e brinquedos. As despesas mensais chegam à média de R$ 500,00. 'Não é apenas comprar o cão, mas manter o animal sempre sadio, limpo e alegre. O mercado de pet shop percebeu essa necessidade e está lucrando', avalia ela.

Outros nove cães participaram do concurso. Para os donos, além de divertido foi a forma encontrada para fazer novas amizades e outras pessoas conhecerem os dotes de seus animais.

Categorias

O concurso foi dividido nas categorias originalidade, simpatia e fantasia. Alguns capricharam, como a funcionária da Biodiesel, Sarah Araújo. O Boris, seu Pug, foi vestido a caráter. Mas foi Lilica, uma cadelinha Pinscher, quem conquistou o título de melhor fantasia. Baby, da raça Poodle, também encantou os jurados e os amigos. 'Ela mereceu a fantasia de bailarina', destacou a estudante Lúcia Maria. Conforme o representante comercial da Avipec, eventos dessa natureza incrementam os negócios. 'O setor de pet shop realmente está despontando no Ceará', confirma. Segundo aponta, o crescimento médio anual fica em torno de 25%. Para os interessados em iniciar no setor, ele calcula ser necessário um investimento médio de R$ 30 mil.

A tendência é os negócios crescerem nos centros regionais do Estado, no Cariri, na Zona Norte, no Centro-Sul e também do Sertão Central.

A Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) anunciou recentemente os dados consolidados do setor, referentes a 2012.

Ranking

As indústrias de pet food, pet care, pet vet e pet serv faturaram, juntas, R$ 14,2 bilhões. Esses valores superaram a previsão dos R$ 13,8 bilhões. Os Estados Unidos ainda lideram o mercado mundial, com larga vantagem, cerca de 30% do faturamento mundial. Mas o Brasil já desponta em segundo lugar, acompanhando o Japão, com 8%.

No ano passado foram criados 224.570 empregos diretos no setor. Apenas em pet serv, foram 200 mil. O restante, nas indústrias de pet care, pet vet e pet food. Esse número exclui as vagas geradas por criadouros, segundo aponta a pesquisa.

O bom número para as indústrias refletiu no crescimento das exportações brasileiras. Tiveram alta de 11,7% sobre 2011, com uma receita de US$ 184,329 milhões. As importações de pet food diminuíram em um momento de aquecimento da produção no mercado interno. Em 2012, foram importados US$ 2,742 milhões de pet food, frente aos US$ 6,792 milhões do ano anterior.

Cães e gatos

Para todo esse sucesso, há um indicativo importante. Conforme dados atualizados da Abinpet, no Brasil existem aproximadamente 37,1 milhões de cães e 21,3 milhões de gatos. Apesar do crescimento de cães - em 2011 eram 35,7 milhões - o aumento dos gatos é maior e significa uma alta de 8,19% em relação a 2011.

A estatística reflete a procura por esse tipo de animal em grandes cidades, onde a vida em apartamentos poderá requerer pets menores e mais independentes. O crescimento das populações de ambos foi de 5,4%. O Brasil é a 4ª maior nação do mundo em população total de animais de estimação e a 2ª em cães e gatos.


Fonte: Diário do Nordeste - Publicado neste site em 15/10/2013

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