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Boletim Eletrônico - N° 363 - #3
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Animal Manager, essencial para os negócio.
Medicina de ponta para os pets


Desde que tornaram-se parte da vida de muitas pessoas e até mesmo famílias inteiras, os cães e gatos de estimação passaram a ter inúmeras regalias, o que fez crescer o mercado de pet shops por todo o país. No esteio deste crescimento, veio também a evolução na medicina veterinária, que, atualmente, acompanha de perto o nível da medicina praticada em humanos. Desde tomografias computadorizadas, passando por tratamentos de hemodiálise e de diabetes, com aplicação de insulina, procedimentos que são conhecidos de uma forma geral por serem destinados aos seres humanos, atualmente encontram-se disponíveis para quem queira dar os devidos cuidados médicos ao seu cão ou gato de estimação.

Também é possível prevenir muitas doenças com tratamentos e alimentação especializada, de uma forma muito parecida com a que são feitas para homens e mulheres de qualquer parte do mundo. Rações para cães com predisposição para problemas renais, em especial as que são indicadas para o tratamento de insuficiência do órgão, estão entre os mais vendidos, seja para cães ou gatos. Para o cão obeso, há alimentação 'light' e acompanhamento especializado, com direito a uma dieta específica e tudo mais. Estes são apenas alguns exemplos do crescimento do mercado pet em associação com a medicina veterinária nos últimos 20 anos.

Considerado um mercado promissor nas duas áreas, a capital potiguar vem recebendo seguidos investimentos no setor de cuidados aos animais de estimação, mas ainda encontra-se atrasado em relação a muitas cidades. 'Vim para cá sabendo que é um mercado que promete bastante. Mas, vejo que, por exemplo, Natal ainda está uns 10 anos atrás de Porto Alegre, que eu conheço bem', afirma a médica veterinária Débora Pinto, que há quase 20 anos trabalha no cuidados dos pequenos animais, dos quais sete em terras potiguares.

Com a constante e cada vez mais crescente procura por animais, que por muitas vezes servem para suprir a carência nas relações sociais, o cuidado inspirado aos companheiros cresce. A procura por veterinários, espalhados em pet shops por toda a cidade, vem nessa leva. 'Realizo vários atendimentos, seja para tratamentos ou para acompanhamentos, como dietas. E isso tem um custo alto, não é todo mundo que pode pagar, infelizmente', explica Débora, formada em veterinária no Rio Grande do Sul em 1992. Para tratamento de insuficiência renal, por exemplo, há rações destinadas a cães de pequeno porte que podem ultrapassar o custo de R$ 70 por cada quilo.

Mais comuns entre cães e gatos idosos, a insuficiência renal nos pets aflige donos e veterinários. A percepção dos sintomas, no entanto, é fácil para quem acompanha de perto seu companheiro. 'O dono que está próximo do animal, que o conhece, irá perceber que o animal está doente. Ficar quieto, sozinho pelos cantos, sem comer são fortes indicativos de que o animal está doente', comenta a veterinária.

Mas não é só a idade que influencia na facilidade dos animais para adquirirem certas doenças. Ser de uma determinadaraça ou até mesmo o tamanho do pelo dos gatos, por exemplo, favorece a aparição de doenças. 'A raça shih tzu tem uma imensa facilidade de sofrer com problemas nos rins. Já o boxer adquire tumores com maior incidência do que as outras raças. E gatos de pelo longo tem muitos problemas de pele, especialmente com a aparição de fungos, enquanto que os de raça persa também sofrem bastante com insuficiência renal, chegando a atingir o patamar de 70% dos animais', exemplifica a especialista, que é proprietária de um gato e dois cães.

Segundo ela, a incidência de boa parte destas doenças vem por meio de transmissão genética, o que complica a prevenção. 'A solução seria afastar os animais com problemas, não deixando que eles se reproduzam. Mas, é muito difícil que as pessoas façam isso, ninguém quer isolar seu animal', comenta a veterinária.

As pesquisas sobre as doenças nos animais seguem em ritmo acelerado, tal qual as pesquisas com humanos. Na área das células-tronco, por exemplo, já existem estudos sobre como utilizá-las com animais. Em algumas cidades do Brasil já se fazem cirurgias bariátricas (diminuição de estômago) para cães e gatos obesos. Cada vez mais rápido, cães, gatos e o homem tornam-se mais próximos, em todos os sentidos. 


Fonte: Diário de Natal - Publicado neste site em 15/10/2011

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