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Boletim Eletrônico - N° 673 - #3
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Homenagem Pet - Acenda uma Vela para seu Pet
Recife tem 30% de cães obesos e a causa pode ser o estilo de vida dos donos
Além da tradicional dieta, bichanos contam com tratamentos a base de alimentos lights e até remédios contra ansiedade
Jeannie, a yorkshire de 5,5kg busca o peso ideal, que é de 3,1kg (Teresa Maia/DP/D.A.Press)
Jeannie, a yorkshire de 5,5kg busca o peso ideal, que é de 3,1kg

Você sabia que o ‘excesso de fofura’ de seu pet pode se desenvolver em problemas cardíacos, diabetes e até hipertensão? Pois é, e três entre cada dez cães enfrentam problemas de sobrepeso. A mania de dar biscoitinhos, deixar o alimento exposto ou dividir comida com eles pode influenciar na qualidade de vida do bichano, que, além de tudo, normalmente tem as ‘formas arredondadas’ influenciadas pelo estilo de vida do próprio dono.

A yorkshire Jeannie, de 12 anos. Seu peso ideal, de 3,1 kg é superado em nada menos que 77%: 5,5kg. Parece pouco? Em termos ‘humanos’, seria como se seu peso ideal fosse de 70kg e você pesasse 124kg! O tratamento também é feito a base de dieta e exercícios físicos. “Ela consome uma ração dietética, duas vezes ao dia, sempre antes do nosso almoço e jantar”, afirma a proprietária Mércia de Andrade Melo.




De acordo com o médico veterinários Allysson de Sá, o sobrepeso nos animais de estimação vão muito além da estética e podem representar riscos já temidos por nossa sociedade, como hipertensão, diabetes e comprometimento respiratório ou cardíaco. Reduzir o número de vezes em que se oferece alimento ao cachorro e mudar quantidade e tipo de ração são apenas algumas das indicações médicas, que pode até incluir medicamentos.

“São poucos os casos em que é necessário ministrar remédio contra ansiedade. A maior parte das vezes, o cão fica obeso porque não come apenas ração, mas biscoitos caninos ou restos de comida humana entre as refeições”, explica.


Algumas condições clínicas, no entanto, são decorrentes de quadros hormonais ou genéticos e tratá-las nem sempre é barato. A psicóloga Margarida Maria de Aráujo Costa, 65, enfrentou essa realidade com o pastor albino Bonnie. Aos 10 anos, ele passou a engordar significativamente, chegando a 35kg, o que despertou a preocupação da dona.

“Ele começou a ficar apático. Cansado, não subia escadas e estava triste. Acabou diagnosticado com hipotireoidismo. Tivemos que trocar a ração dele por uma dietética, 30% mais cara, e ministrar seis comprimidos por dia para a disfunção da glândula”, afirma. Após três anos de tratamento, Bonnie perdeu oito quilos e continua tomando a medicação - a mesma utilizada para tratar humanos -, que custa R$ 2,20 ao dia. 


Estilo de vida
Um estudo da universidade holandesa Medical Center Amsterdam revela que a maioria dos casos de obesidade de cães está diretamente ligada ao sobrepeso também por parte de seus donos. O levantamento indica que a variável mais relevante é a falta de exercício físico, em especial os tradicionais passeios, em que ambos se submetem à queima de calorias. A mesma pesquisa aponta ainda que a realidade é diferente entre os gatos, já que, por natureza, os felinos são mais independentes e não dependem de seus donos para realizar exercícios regulares. 
 


Fonte: Diário de Pernambuco - Publicado neste site em 15/06/2012


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